Geomensura

17.12.04

Geomensura e games. Uma visão lúdica no ensino de Geociências


O uso de games e suas simulações é crescentemente empregado no meio corporativo e acadêmico. As geociências podem ter o seu ensino enriquecido, através dessa visão lúdica. Aqui entra o ensino da Geomensura, que pode se tornar divertido, desenvolvendo habilidades úteis para o exercício da profissão.


Certa vez li que uma universidade indiana usava "Age of Empires" para ensinar fundamentos de logística e gerência a alunos de administração de empresas. A tomada de decisões, o emprego de recursos e a priorização de ações podem ser desenvolvidos neste game. Além, é claro, de exercitar a gerência, afinal os diversos tipos de trabalhadores, com suas habilidades específicas precisam de alguém para orientá-los.

Diversos cursos da área financeira se valem de simuladores de mercado. É mais cômodo ir à falência num ambiente virtual ou simulado, do que na vida real. Mesmo assim, conceitos básicos de planejamento financeiro e comportamento do mercado podem ser exercitados.


Primórdios

O exemplo mais conhecido e talvez o mais antigo, entre os games, é o uso de simuladores de carros e aviões. Assim, algumas das habilidades necessárias aos pilotos podem ser desenvolvidas, sem o risco de ir dessa para melhor.


E a Geomensura?

Nessa linha de raciocínio, alguns games podem ser usados para auxiliar no ensino da Geomensura. Tanto para desenvolver habilidades já difundidas (racioncínio matemático e espacial), como para incorporar novas habilidades necessárias ao Geomensor, entre as quais figuram empreendedorismo e gerenciamento de projetos, por exemplo.


Tetris

Este game é bastante conhecido entre adoradores de jogos. Ótimo para desenvolver o raciocínio geométrico-espacial. Também auxilia muito ao desenvolver o reflexo e coordenação motora.


Banco Imobiliário

Clássico exemplo de jogo de tabuleiro. Perfeito para ensinar fundamentos de finanças e administração. Lidar com custos também é uma habilidade genérica muito útil no mercado de trabalho. Até onde sei, não existe uma versão digital deste jogo.


SimCity

Mesmo que o Geomensor não vá se tornar um prefeito, na vida real, as situações vividas neste game englobam muitas qualidades necessárias ao profissional:

- Raciocínio geométrico-espacial, para criar as redes de água e saneamento.

- Logística para desenvolver a rede de transportes e energia.

- Noções de terraplanagem.

- Visão geral sobre edificações e uso de ferramentas análogas às usadas no AutoCad.

- Fundamentos de cartografia.

- Ética ambiental, para criar a infraestrutura de tratamento de lixo e resíduos.

- Gerenciamento financeiro ao lidar com as contas e o orçamento da prefeitura.

- Técnicas de negociação ao lidar com as necessidades urgentes e atônitas dos conselheiros e as propostas de acordos com os prefeitos vizinhos.

- Tomadas de decisão, ao filtrar a relevência das diversas manchetes jornalísticas que assolam a vida do prefeito.

- Além do tratamento de riscos e imprevistos que sempre acontecem no dia-à-dia.


Planejamento

Talvez essa seja a maior qualidade global do SimCity, a capacidade de planejar e gerenciar as tarefas como um todo, considerando também a visão de planejamento estratégico. Sem uma visão de projeto, o Geomensora tornaria-se apenas um técnico braçal, responsável por carregar equipamentos e apertar botões, numa alusão ao estereótipo do trabalhador industrial-robotizado do século passado.


Aprenda se divertindo

Assim, estes games constituem em eixo básico de habilidades a serem desenvolvidas no ensino da Geomensura. Estes jogos podem ser complementados com jogos de charadas lógico-matemáticas e mesmo o clássico "Age of Empires". Ao estudar Geomensura ou assuntos relacionados às Geociências, divirta-se!


Nota adicionada em 22.12.04

Em tempo! Foi publicada um matéria na Folha Informática, sobre um livro que afirma que gamers têm mais chance de obter sucesso profissional.

10.12.04

SVG, Avalon e Flash. A tríade no futuro dos GIS


A Microsoft anunciou que o Longhorn (nova versão do Windows) terá a sua versão proprietária do SVG: o Avalon. Ao invés de seguir padrões W3C (numa comparação grosseira, a ABNT da Web), a Microsoft continua tentando puxar a brasa para o seu assado.

Como já citei em outro post, muitos desenvolvedores voam para o Flash, tentando imprimir movimento e tentando acoplar suas bases de dados geográficas a uma interface para Web. Isso é um assassinato para a acessibilidade, pois nem todos usuários têm plugins Flash instalados.

Além disso, há a pressão da Macromedia para empurrar esta tecnologia e o status quo imperante, já que há algum tempo se adota esta tecnologia em larga escala, sem a preocupação com independência de dispositivos e, consequentemente, acesso universal à informação.

Agora, temos um novo ingrediente neste cenário. A Microsoft, preocupada com a perda de mercado com a propagação do Software Livre, tenta novamente impor seus padrões proprietários criando uma versão própria do SVG, formato gráfico vetorial, que segue os padrões W3C e é baseado em XML.

Mesmo que a Microsoft tenha negligenciado a internet num primeiro momento, agora ela tenta recuperar um mercado perdido, em grande parte, para a Macromedia, que está investindo pesado na consolidação do Flash como alternativa robusta em ambiente de desenvolvimento.

Assim, o futuro dos GIS que usam a Web como interface, começa a se tri-polarizar. De um lado, grandes corporações, preocupadas com seu próprio bolso: Macromedia e Microsoft. De outro lado, uma iniciativa heróica: o SVG, sustentada pela comunidade acadêmica e computacional, onde orbitam o criador da Web, Tim Banners-Lee e o defensor dos Webstandards, Jeffrey Zeldman.

A menos que sua aplicação seja muito específica e particular, prefira a independência de fornecedor e opte por padrões abertos. Seu cliente aprovará e sua informação será privilegiada.

2.12.04

História da Topografia


Material fantástico sobre a história da topografia, publicado por nossos irmãos portugueses. Aparentemente a publicação original "Topoponto", em papel, foi convertida para a web, portanto releve a diagramação imprecisa e a navegação fraca. O conteúdo é ótimo e está hospedado na página do Curso de Engenharia Topográfica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão - Instituto Politécnico da Guarda.

É tarefa árdua encontrar bibliografia em português do Brasil para a área. O material abaixo é realmente interessante.

Nota adicionada em 26.8.09:
Os links para a matéria foram retirados, infelizmente.